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Entre 2014 e 2018, a média de público do Sport na elite nacional foi de 16.795 pessoas.

O acesso do Sport à Série A de 2020 promoverá um impacto financeiro imediato de R$ 35 milhões, a partir do aporte da televisão, fazendo valer o contrato de transmissão junto à Rede Globo – válido até 2024.

Rebaixado em 2018, o leão mergulhou na crise financeira mais grave em 15 anos. Após cinco anos na elite, a queda aconteceu logo na mudança em relação às cotas de tevê no Brasileiro, com o fim da “cláusula para-quedas”, que garantia a integralidade da cota da Série A mesmo disputando a Série B. Valia para apenas 18 clubes, incluindo o rubro-negro.

Com isso, a cota caiu do patamar de R$ 43 milhões para apenas R$ 8 milhões – agora, a ordem será invertida. Isso num clube quebrado, com 5 meses de salários em aberto em 2018 (quase R$ 20 milhões). Uma dura e nova realidade que justifica ainda mais o tamanho deste acesso em 2019, com o clube dentro do G4 desde a 17ª rodada e confirmando a vaga na 37ª rodada.

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Abaixo, observações do blog sobre as principais mudanças. Salto à parte, é bom lembrar que o nível de investimento dos adversários é muito maior, com clubes (Fla e Palmeiras) já na casa de meio bilhão de reais. Porém, é neste cenário a verdadeira chance de se reequilibrar. E isso passa também pela (necessária) reformulação do elenco. O cobertor ainda é curto na Ilha.

Variáveis no contrato de TV (aberta e fechada)
O patamar de R$ 43 milhões se refere à arrecadação total de 2018, o último ano do Sport na Série A. Agora, porém, existem mais variáveis para determinar a receita com cota de TV – sendo 40% em cota fixa, 30% em jogos televisionados (aberta e fechada) e 30% em colocações. O clube tem a garantia de ao menos R$ 22 milhões, o valor-base pago aos 20 participantes. A partir disso, dependerá da grade da Globo (historicamente, o Sport tem uma presença regular) e da campanha, com premiação a partir do 16º colocado, o primeiro acima do Z4 (neste caso, o mínimo é de R$ 11 milhões). Ou seja, uma hipotética permanência, sem jogo algum na tevê, já valeria R$ 33 milhões.

O peso do contrato de pay-per-view
O Sport voltará a ter uma receita de PPV à parte dos outros formatos tradicionais de transmissão, sinal aberto e tevê fechada. Na Série B, era um ou outro, com o clube optando pela verba fixa via CBF, de R$ 8 milhões (valor bruto). Agora, o time volta a fazer parte da divisão do bolo, que oscila entre R$ 550 mi e R$ 650 mi. A divisão será feita de acordo com a o percentual de assinantes que sejam torcedores do Sport – a título de exemplo, o Bahia tem 2%, ganhando cerca de R$ 13 milhões.

A hora de pagar o bônus da Globo (adiantamento)
Após os detalhes sobre a receita de tevê, é hora de dizer que o clube não terá todo o valor à disposição. Em 2015, o clube firmou um contrato com a Globo na qual recebeu R$ 18 milhões. Na ocasião, o presidente João Humberto Martorelli tratou como bônus, assim como o sucessor, Arnaldo Barros. Na visão de Milton Bivar (e na minha também, francamente), foi um adiantamento, com a cobrança da Globo em 2020. O clube já pagou R$ 2,5 milhões em 2019 – ou seja, dos R$ 8 mi na Série B, o time teve apenas R$ 5,5 mi. O objetivo é dividir o desconto de R$ 15,5 milhões em duas temporadas (na prática, porém, isso só valeria com o clube seguindo na elite em 2021). Arrocho.

O público na Ilha do Retiro (ou Arena PE?)
Entre 2014 e 2018, o Sport disputou 94 jogos como mandante no Brasileirão. Ao todo, os borderôs registraram 1.578.807 espectadores, com média 16.795 pessoas. Considerando o índice atual em 2019, de quase 15 mil, o clube deve registrar um acréscimo de pelo menos 2 mil pessoas torcedores em 2020. Também fica a expectativa sobre uma utilização mais regular da arena multiuso em São Lourenço da Mata, onde o clube jogou apenas 3 vezes nesta Série B. É lá que o leão detém as suas cinco maiores rendas, as únicas acima de R$ 1 milhão. Sem surpresa, todas na Série A.

Calendário mais robusto
As Série A e B têm o mesmo número de rodadas, 38, e um calendário semelhante. Os dois campeonatos começam no mesmo fim de semana, com a primeira divisão acabando uma semana depois. Em 2020, irá de 3 de maio a 6 de dezembro. Caso o leão chegue à decisão do Nordestão (o clube volta a disputar o torneio após 2 anos de ausência, o regional só passará a rodada de abertura do Brasileirão. Ao todo, o Sport terá 4 competições oficiais: Estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série A. De 52 jogos, como em 2019, passará, no mínimo para 60 em 2020.

Direitos de transmissão na TV (Brasileiro)
2017 (A) – R$ 41.257.138
2018 (A) – R$ 43.113.030
2019 (B) – R$ 8.000.000
2020 (A) – R$ 30 mi (17º/20º) ou a partir de R$ 43 mi (16º)

Média de público no Brasileiro (e o total em 19 jogos)
2013 (B) – 17.472 pessoas (331.976)
2014 (A) – 18.324 pessoas (348.168)
2015 (A) – 17.132 pessoas (308.379)*
2016 (A) – 16.004 pessoas (304.084)
2017 (A) – 15.820 pessoas (300.591)
2018 (A) – 16.715 pessoas (317.585)
2019 (B) – 14.990 pessoas (284.814)
* Em 18 jogos (houve uma partida de portões fechados)

As maiores rendas do Sport (todas na Série A e na Arena PE)
1º) R$ 1.254.240 – Sport 2 x 0 São Paulo (19/07/2015)
2º) R$ 1.149.020 – Sport 0 x 1 Flamengo (30/08/2015)
3º) R$ 1.105.425 – Sport 2 x 2 Flamengo(09/11/2014)
4º) R$ 1.084.320 – Sport 2 x 2 Palmeiras (12/07/2015)
5º) R$ 1.011.655 – Sport 1 x 0 São Paulo (07/12/2014)

Sport na Série A
934 jogos (1.071 GP e 1.157 GC, -86)
316 vitórias (33,8%)
259 empates (27,7%)
359 derrotas (38,4%)
38 participações: 71 (19º), 73 (32º), 74 (27º), 75 (13º), 76 (30º), 77 (20º), 78 (8º), 79 (92º), 80 (29º), 81 (10º), 82 (9º), 83 (8º), 85 (5º), 86 (27º), 87 (1º), 88 (7º), 89 (21º), 91 (18º), 92 (12º), 93 (25º), 94 (13º), 95 (19º), 96 (10º), 97 (11º), 98 (7º), 99 (22º), 00 (5º), 01 (28º), 07 (14º), 08 (11º), 09 (20º), 12 (17º), 14 (11º), 15 (6º), 16 (14º), 17 (15º), 18 (18º) e 20 (a disputar)

Participações nas divisões entre 1971 e 2020*
Série A – 38x (76%)
Série B – 12x (24%)
* O clube disputou as Séries A e B em 1980; em 1972 o clube não participou


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