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CT do Sport em Paratibe

Um dos campos do CT do Sport em Paratibe será “convertido”. Foto: Igor Cysneiros/Sport.

Há 15 anos em operação, o CT José de Andrade Médicis finalmente terá um campo com grama sintética. O Sport firmou um contrato de implantação do piso artificial num dos cinco campos oficiais do seu centro de treinamento, com o objetivo de preparar melhor o time principal e as categorias de base, uma vez que vem se tornando comum jogos em campos sintéticos país afora. O investimento do clube rubro-negro será de R$ 2 milhões, com previsão de conclusão até outubro de 2023. No futebol pernambucano, este será o primeiro campo com grama artificial, considerando tanto os estádios quanto os centros de treinamento – no país, os primeiros campos sintéticos já têm mais de dez anos.

Observando os CTs no Grande Recife, de Sport, Náutico, Santa e Retrô, existem 12 campos com dimensões oficiais, de 105m x 68m. Porém, todos têm grama natural. O Retrô, que já investiu R$ 35 milhões em sua estrutura, chegou a cogitar a implantação deste modelo, mas declinou considerando o valor dos principais estádios. Segundo a Folha de S. Paulo, o Palmeiras investiu R$ 10 milhões nos pisos do Allianz Parque e do CT. Ainda de acordo com a reportagem, 70% do valor no estádio e 30% no CT. Ou seja, foram R$ 3 milhões na “Academia de Futebol”, valor não tão distante do orçamento leonino em Paratibe. E aí vale a atenção.

CT vs Estádio

A diferença nesses valores se aplicam na qualidade da grama, na durabilidade, na altura, na necessidade de manutenção etc. O Atlético Mineiro, que irá inaugurar a sua arena este ano, deverá gastar R$ 7 milhões, batendo com o valor do estádio do clube paulista. Pioneiro entre os grandes clubes a obter o aval da Fifa, o Athletico-PR investiu R$ 4 milhões na Arena da Baixada ainda em 2016. Em caso de implantação de grama sintética na Ilha do Retiro, a título de curiosidade, o custo seria o triplo deste contrato firmado pelo leão em 6 de julho.

Dito isso, é um passo importante para o clube, que poderá treinar num piso mais apropriado para jogos cada vez mais recorrentes na Série A, o objetivo para 2024 – inclusive, a empresa responsável fez os campos sintéticos dos CTs de Flamengo, Inter, Grêmio e Santos. De forma paralela a este avanço estrutural, o Sport ainda aguarda o Certificado de Clube Formador da CBF, que resguarda o recebimento de receitas através do “mecanismo de solidariedade” em transferências de jogadores formados na casa. Com grama natural e grama artificial, a formação desses atletas para o mercado tende a ser mais eficaz nos próximos anos.

João Marcelo Barros, coordenador da base do Sport:
“Acredito que a aquisição de grama sintética para o nosso CT significará um ganho expressivo para os atletas da nossa base, que terão um gramado diferente para poderem treinar, se preparar, já que este tem sido um piso cada vez mais utilizado dentro e fora do Brasil. É importante dentro do processo de formação eles vivenciaram os mais variáveis tipos de contexto e não tenho dúvidas de que será algo bastante agregador”.

Número de campos oficiais no CT

5 campos: Náutico, Retrô e Sport (1 sintético)
2 campos: Santa Cruz*
* Planeja construir mais 1

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