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Embora seja um tanto óbvio, enfim os maiores clubes investem, simultaneamente, em seus CTs.

Até 2001, acredite, ter um “centro de treinamento” era algo quase improvável no Nordeste, incluindo os grandes clubes. No máximo, alguns campos. Um alojamento de concentração, em anexo, já era além.

Havia quem treinasse em estádios pouco utilizados em jogos oficiais, sem a estrutura adequada, e outros em campos antigos, sem novas melhorias. Chegamos a 2020 e o G7 começa a se estabilizar em algo básico no futebol – em ritmos variados, é verdade. Ou seja, com alojamentos (profissional e/ou base), refeitório, academia, centro médico, auditório etc.

Ah, embora esta publicação trate dos sete principais, outros clubes de tradição da região, como ABC e América-RN, também investiram neste tipo de estrutura. Ainda básica, mas hoje inadiável. A seguir, algumas curiosidades (como as distâncias em relação aos mandos, a partir do Google Maps) e dados dos locais dos grandes clubes do Recife, Salvador e Fortaleza.

Os maiores terrenos do CT (em hectares):
1º) 54,0 – Náutico
2º) 30,4 – Bahia
3º) 30,0 – Vitória*
4º) 10,5 – Santa Cruz
5º) 9,6 – Fortaleza
6º) 8,4 – Sport
7º) 8,0 – Ceará
* Inclui o estádio Barradão

Nº de campos oficiais (entre parênteses, o campos prontos)
1º) 6 – Vitória (6), Náutico (5) e Bahia (5)
4º) 5 – Ceará (5) e Sport (5)
6º) 4 – Fortaleza (4)
7º) 3 – Santa Cruz (1)

A seguir, um resumo dos respectivos centros, por ordem alfabética. Como está o do seu time?

CT do Bahia
Nome oficial: Evaristo de Macedo (Cidade Tricolor)
Localização: Dias d’Ávila, a 60,3 km da Fonte Nova
Área total: 30,4 hectares
Início da operação: 2020
Nº de campos: 6 (5 em atividade e 1 em construção)
Alojamento: 57 quartos (30 p/ 4 pessoas, 26 p/ 2 e 1 p/ 1)

Em quatro anos, o Bahia investiu quase R$ 35 milhões na Cidade Tricolor, incluindo a recuperação judicial da propriedade. Ao todo, uma estrutura com 100 mil m² de área construída – incluindo um hotel e um centro de recuperação. Apesar da inauguração em janeiro, a obra continua. Vale lembrar que o tricolor já tinha um CT. No caso, o Fazendão, em Salvador, utilizado durante 40 anos.

CT do Ceará
Nome oficial: Luís Campos (Cidade Vozão)
Localização: Itaitinga, a 13,8 km do Castelão
Área total: 8 hectares
Início da operação: 2014
Nº de campos: 5 (todos em atividade)
Alojamento: 19 quartos (p/ 4 pessoas)

O CT foi o presente do clube no seu centenário, em 2014, com o Ceará quitando as 72 parcelas previstas na compra em maio de 2019. Ao todo, o vozão pagou R$ 8,4 milhões na aquisição – devido aos juros, pois o valor original era de R$ 5,7 mi. Lá, um dos campos tem arquibancada com capacidade para 4 mil pessoas. Hoje, o profissional ainda treina no Estádio Carlos Alencar Pinto.

CT do Fortaleza
Nome oficial: Ribamar Bezerra
Localização: Maracanaú, a 15,3 km do Castelão
Área total: 9,6 hectares
Início da operação: 2005
Nº de campos: 4 (todos em atividade)
Alojamento: até 80 pessoas

O leão do pici começou a investir no seu centro de treinamento em 2005, aproveitando as receitas da participação na Série A daquela temporada. Ao longo dos anos, o empreendimento foi mais utilizado pela base. Contudo, o profissional passou a treinar o local durante a reforma do Estádio Alcides Santos, virando o “Centro de Excelência” para treinos – com previsão de entrega em 2020.

CT do Náutico
Nome oficial: Wilson Campos
Localização: Recife (Guabiraba), a 10,1 km dos Aflitos
Área total: 54 hectares
Início da operação: 1999
Nº de campos: 6 (5 em atividade e 1 em construção)
Alojamento: 22 quartos (p/ 2 pessoas)

Há décadas o Náutico era o dono do enorme terreno às margens da BR-101. Em 1971 chegou a projetar a construção de um estádio para 60 mil pessoas por lá. Ficou no papel. Já o CT começou a virar realidade nos anos 90, através do esforço de Ivan Brondi e Salomão, hexacampeões em 1968. O empreendimento alavancou de vez após o acordo com a Odebrecht em 2013, com R$ 6 milhões.

CT do Santa Cruz
Nome oficial: Rodolfo Aguiar (Ninho das Cobras)
Localização: Recife (Guabiraba), 17,2 km do Arruda
Área total: 10,5 hectares
Início da operação: 2018
Nº de campos: 3 (1 em atividade e 2 em construção)
Alojamento: 55 quatros (planejado)

O Santa adquiriu o terreno em julho de 2011, por R$ 1 milhão, a partir da venda do atacante Gilberto. Porém, a torcida esperou sete anos até a conclusão do primeiro campo, em dezembro de 2018 – custou R$ 104 mil. Nesse período, o projeto foi refeito, remanejando a estrutura física para acomodar três campos oficiais (seriam dois). O projeto prevê um gasto de R$ 5 milhões.

CT do Sport
Nome oficial: José de Andrade Médicis
Localização: Recife (Paratibe), a 22,2 km da Ilha do Retiro
Área total: 8,4 hectares
Início da operação: 2008
Nº de campos: 5 (todos em atividade)
Alojamento: 44 quartos (p/ 2 pessoas)

Durante muito tempo o Sport revezou os treinos na Ilha e no campo auxiliar ao estádio – ainda existente. Em 2008, logo após o título da Copa do Brasil, o clube vendeu o volante Daniel Paulista por R$ 2 milhões e utilizou o dinheiro para comprar o CT do Intercontinental, clube-empresa que já fechou as portas. Na época, o local só contava com os campos. Desde então, R$ 21 mi em obras.

CT do Vitória
Nome oficial: Manoel Pontes Tanajura (Toca do Leão)
Localização: Salvador (Canabrava), no complexo do Barradão
Área total: 30 hectares
Início da operação: 1986 (estádio)
Nº de campos: 6 (todos em atividade)
Alojamento: n/d

Dentro do G7, é o único clube cujo centro de treinamento encontra-se anexo ao estádio. E o curioso é que, em tese, existem dois CTs, cada um com três campos. O primeiro (com uma versão sintética) fica na parte baixa, ao lado do Barradão, e o segundo na parte alta, atrás da arquibancada. Não encontrei dados separando o CT do estádio, com o quadro sobre o complexo inteiro do leão baiano.

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