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Ianson celebrando o 2º gol catarinense, no finzinho. Fotos: Lucas Gabriel Cardoso/Brusque.

Era o jogo mais importante do ano para o Sport, até aqui, valendo R$ 1,03 milhão. Em Brusque, o time tinha a vantagem do empate para avançar na Copa do Brasil – o que parecia plenamente possível, uma vez que nos oito jogos anteriores em 2020 foram 6 empates e 2 vitórias. Entretanto, o mau futebol permaneceu. A cara de decisão (e era) não foi suficiente para acordar o rubro-negro, que fez uma partida ruim e acabou derrotado pelo atual campeão da Série D, 2 x 1.

O revés no acanhado estádio Augusto Bauer resultou na 5ª eliminação do Sport na primeira fase em 26 participações. O vexame no interior catarinense do ex-campeão mina, mais uma vez, o planejamento financeiro do clube, num ano de orçamento enxuto (possivelmente o menor da Série A) e sem outras frentes relevantes para captar dinheiro. Financeira e moralmente abatido – a lista precoce aumentou, com 2000 (América-RN), 2011 (Sampaio Corrêa-MA), 2016 (Aparecidense-GO), 2019 (Tombense-MG) e 2020 (Brusque-SC).

Nesta última eliminação, o clube pernambucano começou o jogo classificado, tomou um gol do centroavante Edu no 1T, num lance em que Cleberson mal subiu para disputar a bola, chegou a empatar, com Barcia pegando um rebote, e permaneceu com o resultado favorável até aos 36 minutos do 2T, quando Ianson fez de cabeça, com Cleberson atrasado outra vez.

O zagueiro foi o pior, mas outras atuações complicaram bastante, como o companheiro de zaga Adryelson, com Polli evitando o pior (àquela altura), Brocador extremamente lento nas definições e, na reta final, Ronaldo. Neste caso, uma decisão inexplicável de Guto. O volante mostrou, pela enésima vez, a falta de cobertura. O treinador sabia – qualquer um sabia. Porém, pagou para ver e, no fim das contas, o Sport foi eliminado, saindo com apenas R$ 950 mil num torneio em que visava mais alguns milhões. Foi o primeiro baque do ano. Enorme.

Curiosidade histórica
Num confronto inédito, o Brusque foi o 405º adversário diferente enfrentado pelo Sport desde 1905, considerando as 5.201 partidas realizadas pelo time principal do Sport.

Escalação do Brusque (melhor: Edu)
Zé Carlos; Gustavo Henrique (Emerson, 13/2T), Ianson, Everton Alemão e Airton; Rodolfo Potiguar; Zé Mateus e Thiago Alagoano; Marco Antônio, Edu e Alex Sandro (Dandan, 22/2T). Técnico: Jersinho

Escalação do Sport (piores: 1 Cleberson, 2 Adryelson, 3 Hernane)
Luan Polli; Prata, Cleberson, Adryelson e Sander; João Igor (Ronaldo, 25/2T), Willian Farias e Lucas Mugni; Marquinhos, Hernane Brocador (Elton, 31/2T) e Leandro Barcia (Ewandro, 25/2T). Técnico: Guto Ferreira

Retrospecto do Sport na Copa do Brasil (1989-2020)
116 jogos em 26 participações
Desempenho: 54V, 26E e 36D
64 confrontos: 39 classificações e 25 eliminações

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A análise do Podcast 45 Minutos (Fred Figueiroa, João Pereira e Lucas Liausu):


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