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Catraca da Ilha do Retiro

O torcedor do leão terá que realizar um cadastro biométrico no clube. Foto: Sport/divulgação.

A Ilha do Retiro será o primeiro estádio de Pernambuco a testar de forma massiva o sistema de reconhecimento facial na entrada dos torcedores. Numa implantação gradativa, o Sport dará início ao sistema diante da Ponte Preta, em 9 de outubro, valendo apenas no setor das cadeiras centrais, que conta com 5.460 lugares.

Segundo a nota do próprio clube rubro-negro, o objetivo é “ampliar a segurança dos torcedores, reduzir o tempo de passagem pelas catracas e combater o cambismo, uma vez que será necessário o uso do rosto para compra dos bilhetes, tornando-o únicos e, portanto, intransferíveis”. Por sinal, a direção adianta que está seguindo as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em relação à coleta de dados da torcida.

Quatro testes em 2023

Com a temporada na reta final, o Sport tem apenas quatro jogos no Recife pela Série B, tendo ainda duelos contra Chapecoense (20/10), Atlético-GO (10/11) e Sampaio (25/11). Em 2023, os sócios do clube passaram a ser maioria no público presente. Hoje, o quadro adimplente é de 20.498 sócios, que deverão, em algum momento, passar pelo novo cadastro.

Esta iniciativa nas catracas do estádio foi desenvolvida pela empresa Imply, que já opera a mesma tecnologia na Arena MRV, do Atlético-MG, na Ligga Arena, do Athletico-PR, e em São Januário, do Vasco. Outros estádios presentes na Série A, como Allianz Parque, do Palmeiras, e Serrinha, do Goiás, também já contam com sistemas do tipo.

Regra a partir de 2025

Mesmo considerando a reforma da Ilha nos próximos dois anos, com a reabertura total somente no início de 2026, o teste já agora tem importância por seguir o trabalho de outros clubes importantes no país e por deixar claro que a medida tende a ser norma com mando de campo do Sport, que deverá atuar na Arena Pernambuco em 2024 e 2025.

Trata-se de uma antecipação a um novo momento no futebol nacional. Sancionada recentemente, a Lei Geral do Esporte (lei nº 14.597/2023) estabelece a obrigatoriedade da biometria por reconhecimento facial nos estádios a partir de 20 mil pessoas, num período de até dois anos. Ou seja, até junho de 2025. Entre os principais palcos da capital pernambucana, apenas o estádio de Aflitos, com 19.600 lugares, ficaria livre da obrigação.

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