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Náutico 1 x 2 Sport

A comemoração após a virada no placar na casa do rival. Foto: Anderson Stevens/Sport.

O Náutico amassou o Sport no 1º tempo, com Jean Carlos conduzindo o time, armando e finalizando, e com o paraguaio Franco anulando Naressi, a única possibilidade de criação no leão – e estou falando de um volante. Pressionando a saída de bola do visitante, o alvirrubro conseguiu chegar várias vezes à meta de Maílson, extremamente seguro nas finalizações, por cima e por baixo. À parte dele, o empate sem gols era quase um prêmio para os rubro-negros, numa atuação horrorosa, técnica e taticamente. Contudo, o camisa 10 alvirrubro enfim marcou. E foi num golaço de falta, aos 50 minutos, no ângulo, tirando completamente do goleiro.

Vendo aquilo, com 13 x 4 no scout de finalizações, como imaginar um 2º tempo tão diferente? Com o Náutico tendo mais gás e organização e o Sport muito mal e ainda com um banco de opções problemático. Interino, César Lucena promoveu três mudanças. E não tirou os dois piores em campo até ali, Ewerthon e Ronaldo. Com alguma dose de sorte (ou intuição), ambos renderam mais na retomada. Primeiramente porque o timbu diminuiu o ímpeto, trabalhando a bola sem tanta verticalidade, ficando mais reativo. Deixou o Sport respirar.

Apesar da mudança no ritmo, isso seguia insuficiente para possibilitar a reação ou ao menos ceder uma chance clara. Na única obtida na primeira meia hora, Parraguez bateu mascado. Aos 30 minutos, Jean Carlos foi substituído por questão física – no sábado, chegou a 33 gols e 21 assistências em 115 jogos pelo clube de Rosa e Silva. No minuto seguinte, nova linha de um roteiro diferente. Numa rara oportunidade no ataque, Juba cobrou o esteio e o centroavante paraguaio, que já estava pronto pra sair, empatou. O 1º gol do “Búfalo” em 8 jogos.

O empate em 1 x 1 servia para garantir o Sport no mata-mata do Estadual, até mesmo pelas dificuldades em campo, e ainda mantinha o Náutico no “G2”, com a vaga já na semifinal. Num jogo mal conduzido pelo árbitro, com vários cartões, o clássico picotado se estendeu até os 51 minutos, com os alvirrubros insistindo pelo desempate. Ali, de forma desordenada e sem estratégia, com Felipe Conceição promovendo a estreia de dois atacantes num tudo ou nada. Pressa em vez de velocidade, até ceder uma bola ao rival. Uma só.

No último lance, o lateral-direito Ewerthon mudou a sua avaliação nos Aflitos, arrancando e batendo no canto de Perri, que não se esticou o suficiente. Vitória do Sport por 2 x 1. Classificado, o leão soma 13 pontos, com 3V, 4E e 1D – o timbu segue com 16, tendo 5V, 1E e 2D. Para os 1.659 torcedores no estádio e para as centenas de milhares diante da tevê, foi um resultado pra lá de surpreendente em relação ao futebol praticado, com muitos problemas para serem resolvidos no Sport, como o novo técnico (Gilmar Dal Pozzo?!). Porém, o buzinaço na cidade com a noite caindo mostra que pra ser feliz, no futebol, nem é preciso tanto…

Invencibilidade no Clássico dos Clássicos

Com o triunfo no finzinho, o Sport chegou a 5 jogos sem derrota diante do Náutico, com 3 vitórias e 2 empates. Nos 90 minutos, o último revés foi em 15 de fevereiro de 2020, no Eládio. É importante frisar isso pois o timbu venceu a disputa de pênaltis na final estadual de 2021.

Escalação do Náutico (melhores: Jean Carlos e Franco; piores: Leandro, Wagninho e Perri)
Lucas Perri; Hereda, Carlão, Camutanga e Júnior Tavares; Wagninho (Amarildo), Richard Franco e Jean Carlos (John Kennedy); Leandro Carvalho (Juninho Carpina), Robinho (Léo Passos) e Ewandro (Thássio). Técnico: Felipe Conceição

Escalação do Sport (melhores: Maílson e Juba; piores: Jaderson, Ronaldo e Naressi)
Mailson; Ewerthon, Rafael Thyere (Fábio Alemão), Sabino e Lucas Hernández (Paulinho); Ronaldo, Bruno Matias, Pedro Naressi (Denner) e Luciano Juba; Jaderson (Ezequiel) e Parraguez (Pedro Victor). Técnico: César Lucena (interino)

Histórico geral do Clássico dos Clássicos (todos os mandos)
559 jogos
215 vitórias do Sport (38,4%)
160 empates (28,6%)
183 vitórias do Náutico (32,7%)
1 placar desconhecido (em 1931)

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Abaixo, assista aos três gols do clássico, num vídeo publicado pelo perfil da FPF.


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