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À parte dos títulos mundiais, com o tri de Pelé, o nº de gols tornou-se uma marca alcançável.

Camisa 10 da Seleção Brasileira nos Mundiais de 2014 e 2018, o atacante Neymar já é um dos maiores artilheiros da história da Canarinha. Na verdade, hoje, só está abaixo de Pelé. É um feito e tanto, considerando o status ainda vigente do país, o maior vencedor do futebol, e com 999 jogos oficiais disputados em mais de cem anos. Ou 1.116, somando ainda os jogos contra clubes e combinados, cenário comum no passado.

Na vitória sobre o Peru por 4 x 2, em Lima, pela 2ª rodada das Eliminatórias do Mundial do Catar, o craque do PSG fez um hat-trick, com dois pênaltis convertidos e um rebote. Com os três gols, ultrapassou Ronaldo Fenômeno na artilharia, de 61 x 62 para 64 x 62. Agora, está a apenas 13 gols de Pelé. Considerando que Neymar tem 28 anos, com pelo menos dois ciclos de Copa do Mundo pela frente em sua carreira, o recorde do Rei, estabelecido em 1971 (há 49 anos!), tende a ser alcançado e, provavelmente, superado. Afinal, Pelé tinha 31 anos quando chegou a 77 gols.

Dito isso, com a estatística de Neymar cada vez mais relevante, é preciso ressalvar o cenário dos “jogos não oficiais”, bastante comum ao longo dos anos – em 1934, só para dar um exemplo, a Seleção enfrentou o trio de ferro do Recife, chegando inclusive a perder do Santa Cruz. Não por acaso, contabilizando as demais apresentações da seleção principal (nada de Olímpica/Sub 23), Pelé marcou 95 gols em seus 14 anos vestindo a camisa verde e amarela.

Portanto, foram mais 18 gols do Rei em jogos não oficiais – um deles na Ilha do Retiro, no 6 x 1 sobre a Seleção Pernambucana, num amistoso em 1969. Já Neymar balançou as redes apenas contra países, num momento já em desuso daquele tipo de jogo. E isso, não necessariamente, significa um nível técnico maior, mas apenas, de fato, o recorte oficial de acordo com a Fifa, com os chamados “jogos internacionais”. Na lista absoluta, a título de curiosidade, Neymar já é o 4º lugar, atrás de Pelé (a 31), Ronaldo (a 3) e Zico (a 2). Em breve, deve virar vice-artilheiro desta também, mas com um hiato maior para o domínio no nº gols pela Seleção. Possível?

Obs. Até 13 de outubro de 2020, Neymar tinha 64 gols e 43 assistências em 103 jogos disputados pela Seleção. Ou seja, 107 gols combinados pelo time principal, com a ótima média de 1,03.

Os 10 maiores artilheiros da Seleção Brasileira (lista oficial)*
1º) 77 gols – Pelé (92 jogos; média de 0.83)
2º) 64 gols – Neymar (103 Jogos; 0.62)
3º) 62 gols – Ronaldo (99 jogos; 0.62)
4º) 55 gols – Romário (70 jogos; 0.78)
5º) 48 gols – Zico (71 jogos; 0.67)
6º) 39 gols – Bebeto (75 jogos; 0.52)
7º) 35 gols – Rivaldo (74 jogos; 0.47)
8º) 33 gols – Jairzinho (81 jogos; 0.40)
8º) 33 gols – Ronaldinho Gaúcho (97 jogos; 0.34)
10º) 32 gols – Ademir Menezes (39 jogos; 0.82)
10º) 32 gols – Tostão (54 jogos; 0.59)
* Jogos contra seleções nacionais da categoria principal

Os 10 maiores artilheiros da Seleção Brasileira (lista absoluta)*
1º) 95 gols – Pelé (114 jogos; média de 0.83)
2º) 67 gols – Ronaldo (105 jogos; 0.63)
3º) 66 gols – Zico (89 jogos; 0.74)
4º) 64 gols – Neymar (103 jogos; 0.62)
5º) 56 gols – Romário (74 jogos; 0.75)
6º) 44 gols – Jairzinho (102 jogos; 0.43)
7º) 43 gols – Rivellino (121 jogos; 0.35)
8º) 42 gols – Bebeto (82 jogos; 0.51)
9º) 38 gols – Leônidas da Silva (38 jogos; 1.00)
10º) 37 gols – Tostão (65 jogos; 0.56)
* Jogos contra seleções nacionais (oficiais) e contra clubes e combinados (não oficiais)

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