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Os quatro treinadores tricolores efetivados em 2021. Fotos: Rafael Melo/Santa Cruz.

O Santa Cruz tornou-se uma máquina de moer treinadores. Após a saída de Martelotte, no fim da Série C de 2020, que só acabou em janeiro deste ano, o clube passou por um período eleitoral, com a histórica vitória da oposição, encabeçada pelo presidente Joaquim Bezerra. No entanto, o começo do novo triênio tem sido desastroso na condução do futebol. Em apenas quatro meses de gestão, entre fevereiro e junho, o clube já parte para o 4º técnico no time profissional.

São perfis de trabalho distintos, comissões técnicas distintas e indicações distintas. É remontagem em cima de remontagem, com quase 30 contratações e várias dispensas no elenco – spoiler: esse inchaço, com as rescisões, custa caro, ainda mais num caixa no limite. Em campo, a absoluta falta de resultados. Até agora, nenhum treinador durou dois meses.

Começou com João Brigatti, seguiu com Gallo, arriscou em Bolívar e agora anunciou Roberto Fernandes, que volta ao clube após três anos. Na primeira passagem, em 2018, ele também comandou o time na terceira divisão, chegando ao mata-mata do acesso – acabou derrotado pelo Operário-PR. Ao todo foram 14 jogos, com 6 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Em 2021, chega num clube com rendimento horrível. Considerando as competições desta temporada, já foram 24 jogos, com apenas 5 vitórias, 6 empates e 13 derrotas. Hoje, após três rodadas no Brasileiro, o time está na zona de rebaixamento e ainda sem gols marcados. Agora vai?

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A seguir, um resumo das passagens dos treinadores corais no ano. A lista só faz aumentar.

João Brigatti (13 jogos; 4V, 2E e 7D)
O primeiro técnico indicado por Joaquim Bezerra durou apenas 54 dias. Brigattti escolhido por atender ao perfil desejado pela nova direção do Santa: liderança, trabalho com a base e experiência em divisões de acesso. Na prática, pouco fez. Se queixou publicamente da má preparação do clube, mas não fez a sua parte para ganhar no discurso. E insistiu além da conta no esquema de três zagueiros, mesmo com o time sem mostrar sequer segurança defensiva, quanto mais precisão ofensiva. Acabou na lanterna do Nordestão, na pior campanha da história do clube.

Alexandre Gallo (3 jogos; 0V, 1E e 2D)
O segundo comandante quebrou um recorde vexatório na vida profissional do tricolor. Do anúncio oficial à saída oficial foram apenas 13 dias. Gallo decidiu sair após a derrota para o Sete de Setembro, no Arruda. O treinador fez um vídeo expondo o clube. Detalhe: o vídeo foi publicado pelo próprio clube. Um dos trechos: “Eu acho que o Santa Cruz parou um pouquinho nessa situação de estrutura. Eu acredito que com todo investimento do mundo ele vai demorar uns seis meses para trazer uma condição mínima de trabalho aos profissionais que aqui existem”.

Bolívar (6 jogos; 0D, 3E e 3D)
Foi o treinador com o maior período para trabalhar, com três semanas entre o fim da participação no Estadual e o início da Série C. Contudo, Bolívar não trouxe qualquer evolução à equipe. Na verdade, além de não ter vencido jogo algum o único gol do Santa no período, com seis partidas, foi um gol contra do Náutico – que venceu a semifinal local por 2 x 1. Ao todo foram 51 dias.

Roberto de Jesus, interino (2 jogos; 1V, 0E e 1D)
O ex-zagueiro, campeão pernambucano pelo Santa Cruz em 2005, é funcionário regular do clube e assumiu a equipe interinamente em dois jogos entre as transições. Na primeira, um fiasco completo, com a péssima partida diante do Cianorte-PR, pela Copa do Brasil. O revés, numa noite na qual o tricolor mal atacou, custou uma cota de R$ 1,7 milhão. A segunda partida foi diante do Retrô, numa virada de 3 x 2, tida como a melhor apresentação coral nesta nova gestão.


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