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O VAR foi usado na final de 2017 em caráter experimental. Volta em 2021. Foto: CBF/divulgação.

O mínimo de bom senso prevaleceu sobre a final do Campeonato Pernambucano de 2021, com o clássico entre Náutico e Sport. Os dois jogos terão tanto o VAR quanto arbitragem do quadro da Fifa, com a FPF anunciando a escala a quatro dias do primeiro jogo. A discussão sobre a utilização ou não do árbitro de vídeo, o VAR, foi das mais vazias – e num tom bem ácido.

Só um clube queria ou não? A federação não estava conseguindo articular a utilização do recurso tecnológico nos dias previstos? De forma gradativa, essas narrativas, por pressão ou não, foram caindo. Ambos os rivais queriam tanto o VAR quanto o trio de arbitragem do quadro da Fifa, deixando de lado o quadro local, cujo desempenho não agrada. E a FPF, relutante em confirmar o VAR, viu a versão de “calendário cheio” ruir quando a federação sergipana confirmou os dois jogos finais locais entre Sergipe e Lagarto com o VAR.

No caso, o novo VAR, operado de forma remota, lá da sede da da CBF, no Rio de Janeiro. Esse modelo começou este ano, na Supercopa do Brasil em Brasília, com Flamengo e Palmeiras. Foi utilizado uma vez neste Pernambucano, durante o Clássico das Emoções do turno classificatório – e foi bem necessário em dois gols (um confirmado e outro anulado). E foi justamente o fato de ter tido o recurso naquela partida, de forma preparatória, que deixou a competição completamente equivocada ao não contar com o serviço nas semifinais.

Pior, se pensou em ter num jogo, Náutico x Santa, mas com arbitragem local, e não ter no outro, Sport x Salgueiro, mas com arbitragem de fora. Francamente, ou tem ou não tem. Embora os jogos tenham sido disputados de forma uniforme, infelizmente foi no mau sentido, sem o VAR – ao menos, na minha visão, os jogos passaram ilesos em polêmica. Agora, com as partidas inicialmente programadas para a Ilha do Retiro (ida) e Aflitos (volta), esse tema chatíssimo tende a ficar um pouco de lado. A narrativa agora é sobre o melhor desempenho em campo, com os dois melhores times do Estadual em uma final aberta, sem favorito.

O Náutico chega com um ataque mais efetivo, com 19 dos 26 gols do time, e o Sport chega com uma defesa sem ser vazada há cinco jogos. Kieza, que não brilhou no último Clássico dos Clássicos, segue sendo a aposta – tem 9 gols e é o artilheiro. Pelo leão, com Louzer indo apenas para o 4º jogo, reforços de última hora deixam o elenco mais técnico que o do rival. O jogo tem molho e tende a ser mais tranquilo em um aspecto, reduzindo o risco de erros decisivos, ocorridos em algumas decisões de PE, a favor ou contra. Cá pra nós, um futebol sem VAR, ainda mais numa fase decisiva, já remete a um passado distante. O mínimo foi feito.

A final pernambucana de 2021 (e as transmissões na TV)
16/05 (16h00) – Sport x Náutico (Ilha do Retiro), Globo e Premiere
23/05 (16h00) – Náutico x Sport (Aflitos), Globo e Premiere

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