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As dez maiores folhas de pagamento na 17ª edição da Copa do Nordeste. Cabe interrogação.

O gasto mensal com os elencos dos 16 clubes da Copa do Nordeste de 2020 será de aproximadamente R$ 14,8 milhões, com 68% do valor concentrado nos quatro clubes presentes na Série A deste ano. Pela ordem, Bahia, Ceará, Fortaleza e Sport – somando R$ 10,2 mi. Considerando os quatro meses de disputa do regional, de 21/01 até 06/05, o investimento total em salários poderá chegar a R$ 59,2 milhões – fora os “bichos”.

A ideia deste levantamento surgiu após a publicação das folhas do Campeonato Pernambucano de 2020, com os 10 times somando R$ 3 milhões. No âmbito regional, além da apuração, compilei informações repassadas pelos clubes ou por fontes a jornais e sites nos últimos meses. Dos 16 times, apenas dois têm dados controversos.

No caso do Vitória, cujo orçamento de R$ 52 milhões foi informado sem maiores detalhes, a folha de R$ 700 mil é um pouco abaixo da Série B de 2019, quando chegou a R$ 800 mil. O dado chegou a ser veiculado na imprensa cearense, mas não na baiana. Já no CRB, a última notícia do tipo foi no final do Brasileiro, numa lista de Jorge Nicola, do Yahoo!.

A seguir, então, um resumo de cada um. Lembrando que os clubes podem colocar até 40% da remuneração dos atletas como “direito de imagem”, num registro presente apenas na CBF – sem acesso direto ao público. Além disso, é possível que algumas folhas oscilem durante a competição, seja por um reforço ou por uma saída. Dito isso, vamos à lista, dando uma base.

Bahia (R$ 3,5 milhões) – O valor presente no blog de Rodrigo Mattos, do UOL, se refere à carteira. E a tendência é que o clube gaste bem mais em 2020. O orçamento prevê R$ 121 milhões no futebol.

Ceará (R$ 3,0 milhões) – Segundo o jornal O Povo, a folha do vozão já é a maior da história, à frente de 2019. O clube investiu já em janeiro, com nomes Sóbis e Prass. Pode chegar até R$ 3,5 mi.

Fortaleza (R$ 2,5 milhões) – O leão do pici mantém o patamar do fim de 2019. Não fez grandes contratações para o Nordestão, mas há a possibilidade de chegar a R$ 3 milhões antes da Série A.

Sport (R$ 1,2 milhão) – Segundo o presidente Milton Bivar, o leão inicia o ano com o mesmo valor da reta final da Série B. O aumento visando a “A” só deve vir em abril, sem marca estipulada.

Vitória (R$ 700 mil?) – No caso do leão baiano é preciso uma interrogação, pois a direção não toca no assunto e poucas fontes citaram o valor. Os principais jornais de Salvador não divulgaram.

CSA (R$ 700 mil) – Na Série A, o azulão chegou a ter uma folha de R$ 1,15 milhão. Apesar da queda, zerou as dívidas trabalhistas, ganhando fôlego para uma folha mais robusta mesmo na B.

Náutico (R$ 600 mil) – Inicialmente, o alvirrubro trabalhava com o máximo de R$ 500 mil, mas aumentou o sarrafo após a contratação do atacante Kieza, bancado também por um patrocinador.

CRB (R$ 540 mil?) – Entre os clubes analisados, o alvirrubro alagoano foi único sem fonte alguma indicando o valor de 2020. Então, cifra é a média mensal em 2019, quando também jogou na B.

Santa Cruz (R$ 450 mil) – O Santa informou um gasto de R$ 300 mil com jogadores e R$ 150 mil com a comissão técnica. No blog, considerei a soma, seguindo a lógica nos demais clubes.

Botafogo-PB (R$ 380 mil) – Atual vice do Nordestão, o clube de João Pessoa estimou um orçamento de R$ 8 milhões para a temporada. A folha foi apurada por Diego Borges, do Jornal do Commercio.

América de Natal (R$ 300 mil) – Valor surpreendente. Afinal, o clube não conseguiu sair da Série D. Porém, inaugurou o 1º módulo do seu estádio e trouxe nomes como Wallace Pernambucano.

ABC (R$ 250 mil) – Após o rebaixamento à Série D, o clube potiguar projetou uma folha de R$ 180 mil, de acordo com a Tribunal do Norte (RN). Porém, acabou subindo o valor, segundo o JC (PE).

Confiança (R$ 220 mil) – Pela apuração do blog, o clube deve iniciar o ano com um folha enxuta, administrando a receita para fortalecer a equipe na Série B. Aí, o gasto deve chegar a R$ 350 mil.

Imperatriz (R$ 200 mil) – Em todo o ano, o clube maranhense deve ter um orçamento de R$ 3 milhões. O valor mensal, com aumento sobre 2019, foi informado pela repórter Ananda Portilho.

River (R$ 150 mil) – O valor foi informando de maneira curiosa, durante uma reportagem do jornal O Globo sobre a final da Libertadores, entre River Plate e Flamengo (com os homônimos do Piauí).

Frei Paulistano (R$ 115 mil) – Estreante, o campeão sergipano terá um gasto de R$ 100 mil com o elenco e R$ 15 mil com a comissão técnica. A conta de R$ 775 mil na 1ª fase paga quase 7 folhas.

A seguir, o ranking das folhas de pagamento da nova edição da Lampions, com a influência de cada clube dentro do valor total mensal nesta temporada. Por sinal, montante chega, precisamente, a R$ 14.805.000. A diferença da maior (Bahia) para a menor (Frei Paulistano) é de R$ 3.385.000, ou 30 vezes mais. Uma última curiosidade: a “média” seria de R$ 925 mil.

As folhas no Nordestão 2020 (o % sobre o total e a série nacional)
1º) 3,5 milhões – Bahia (23,6%), A
2º) 3,0 milhões – Ceará (20,2%), A
3º) 2,5 milhões – Fortaleza (16,8%), A
4º) 1,2 milhão – Sport (8,1%), A
5º) 700 mil – Vitória (4,7%), B
5º) 700 mil – CSA (4,7%), B
7º) 600 mil – Náutico (4,0%), B
8º) 540 mil – CRB (3,6%), B
9º) 450 mil – Santa Cruz (3,0%), C
10º) 380 mil – Botafogo-PB (2,5%), C
11º) 300 mil – América-RN (2,0%), D
12º) 250 mil – ABC (1,6%), D
13º) 220 mil – Confiança (1,4%), B
14º) 200 mil – Imperatriz (1,3%), C
15º) 150 mil – River (1,0%), D
16º) 115 mil – Frei Paulistano (0,7%), D

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