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Em 2019 o Nordeste terá quatro clubes na Série A pela segunda vez seguida, mas com uma armada diferente. Caíram Sport e Vitória e subiram Fortaleza e CSA. Com isso, neste ano, a capital cearense passa a ter dois representantes, com Maceió tomando o lugar do Recife e Salvador se mantendo com o tricolor. Sem surpresa, o quarteto da elite concentra a receita do futebol na região, com R$ 121 milhões garantidos a partir das cotas de televisão.

Dimensionando este quadro, o blog projetou as cotas dos dez principais clubes, entre verba de transmissão e o repasse por classificação – obviamente, existem outras fontes, como bilheteria, patrocínios, sócios etc. Neste levantamento estão todas as competições oficiais previstas, com os respectivos valores já divulgados.

Para o Campeonato Brasileiro de 2019 foi preciso adotar algumas observações, uma vez que o processo de distribuição mudou bastante para este ano, na Série A, agora com 40% em cotas iguais, 30% em audiência e 30% por desempenho (no caso, a classificação final do 1º ao 16º lugar). Além disso, ainda há a questão dos contratos com emissoras diferentes na tevê fechada (SporTV x Esporte Interativo). Por isso, utilizei o estudo dos economistas Cesar Grafietti e Alexandre Rangel para balizar as projeções dos cenários. Já na Série B, desta vez sem a cláusula “para-quedas”, que garantia a integralidade da verba aos “cotistas da TV”, os números de Sport e Vitória consideram situações com e sem o pay-per-view – uma verba importantíssima, mas com ruído de informações entre os dois clubes.

No mínimo, considerando o PPV de Sport e Vitória, um apurado de R$ 180,628 milhões.

Projeções mínimas de cotas em 2019
1º) R$ 43,769 mi (24,2% do total), Bahia (Série A)
2º) R$ 27,135 mi (15,0%), Fortaleza (A)
3º) R$ 26,235 mi (14,5%), Ceará (A)
4º) R$ 24,245 mi (13,4%), CSA (A)
5º) R$ 20,514 mi (11,3%), Vitória (B)
6º) R$ 18,325 mi (10,1%), Sport (B)
7º) R$ 9,260 mi (5,1%), CRB (B)
8º) R$ 4,235 mi (2,3%), Sampaio Corrêa (C)
9º) R$ 3,740 mi (2,0%), Santa Cruz (C)
10º) R$ 3,260 mi (1,8%), Náutico (C)

As cotas obtidas em classificações/participações em 2018
1º) R$ 69,936 mi, Bahia (A)
2º) R$ 60,980 mi, Vitória (A)
3º) R$ 45,950 mi, Sport (A)
4º) R$ 34,880 mi, Ceará (A)
5º) R$ 11,88 mi, Sampaio Corrêa (B)
6º) R$ 9,83 mi, CRB (B)
7º) R$ 7,88 mi, CSA (B)
8º) R$ 6,83 mi, Fortaleza (B)
9º) R$ 6,00 mi, Náutico (C)
10º) R$ 2,90 mi, Santa Cruz (C)

No quadro abaixo, as receitas de cada clube foram divididas em quatro colunas, com o cenário mais pessimista na primeira, considerando o valor-base da TV e a pior colocação possível – na Série A, por exemplo, o Z4 significa terminar a edição sem premiação. Em seguida, duas colunas com campanhas acessíveis, passando uma fase nos respectivos torneios, ou, no caso do Brasileiro, nas primeiras posições acima da zona, o mínimo esperado pelos participantes. No fim, considerando até o hipotético título da Copa do Brasil, com R$ 52 milhões na decisão (!), chega-se a uma equação entre mercado e meritocracia esportiva, embora também exista uma disparidade regional. No viés pernambucano, isso foi acentuado pela permanência de Náutico e Santa na Série C (ainda sem cota negociada) e pela queda do Sport à segundona.

Cotas e premiações em 2019: Estaduais, Nordestão, Copa do Brasil, Série A e Sul-Americana.

Confira as previsões orçamentárias dos clubes para este ano: Bahia, Ceará, CSA, Fortaleza, Náutico e Santa Cruz. Até o momento, Sport e Vitória não divulgaram as sua projeções oficiais.


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