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Osmundo, Joaquim e Dody, as liderança das chapas inscritas para o pleito executivo no Arruda.

Num processo arrastado e bem polêmico, o Santa Cruz finalmente conheceu os postulantes ao comando do clube no próximo triênio, de 2021 a 2023. As três chapas foram inscritas no último dia possível, em 26 de janeiro. Presidente desde 2018, Constantino Júnior sai de cena neste momento. Embora a situação tenha inscrito uma chapa, a poucas horas do encerramento do prazo, o dirigente optou for ficar à parte do processo.

Por sinal, a situação, cujo nome escolhido foi “Tradição de Vitórias, Crescimento e União”, está encabeçada por Osmundo Bezerra, que nunca havia disputado uma eleição executiva no clube. Na verdade, já havia sido inscrito como diretor de futebol de uma chapa de oposição, em 2012. Curiosamente, aquela chapa teve Joaquim Bezerra à frente – e o treinador de ambos seria Waldemar Lemos. Derrotado naquele ano por Antônio Luiz Neto (91% x 8%), Joaquim retorna à disputa nas urnas novamente como oposição, desta vez à frente do projeto “ProSanta”, há meses articulando uma candidatura e apoiando a tramitação da reforma estatuária do Santa, ainda travada.

E aqui há outra curiosidade. A principal chapa de oposição foi lançada em 29 de outubro, tendo desde então André Frutuoso como candidato a presidente e principal porta-voz do movimento. Entretanto, numa costura devido às agendas profissionais, segundo reportagem do portal NE45, acabou havendo uma inversão, com André como vice e Joaquim como presidente. A outra chapa de oposição, correndo bem por fora, tem Josenildo Dody à frente. Ao contrário das outras duas, com a divulgação da relação completa de nomes, incluindo membros das comissões patrimonial e fiscal, a chapa “Voz da Arquibancada” listou só os cargos mais tradicionais, com o comando executivo e o conselho deliberativo.

A eleição no Santa Cruz está marcada para o dia 10 de fevereiro, nas dependências do clube, com todo o cuidado sanitário necessário neste período. Considerando o histórico de votação, a eleição não deve chegar a 2 mil votos, até mesmo pelo reduzido quadro atual. Ou seja, um movimento mais forte já pode decidir o resultado. Nas mãos do sócio, a escolha para os próximos três anos do tricolor, com o primeiro ainda na Série C. Sendo, pelo 4º ano consecutivo, o objetivo maior na temporada. Tirar o clube desta divisão é o primeiro passo no futebol, mas não o único no clube, que segue dividido politicamente e com receitas escassas.

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A seguir, a composição oficial das três chapas para o pleito tricolor, o 6º desde 2001.

Tradição de Vitórias, Crescimento e União (chapa da situação)
Presidente executivo – Osmundo Bezerra
Vice executivo – Ítalo Mendes
Presidente do Conselho Deliberativo – Sérgio Goiana
Presidente da Comissão Patrimonial – Francisco Buarque
Comissão Fiscal – Sérgio Goiana, José Alexandre Guimarães e Paulo Borba

ProSanta (chapa de oposição)
Presidente executivo – Joaquim Bezerra
Vice executivo – André Frutuoso
Presidente do Conselho Deliberativo – Mário Godoy
Presidente da Comissão Patrimonial – Thomaz Aquino
Comissão Fiscal – Eduardo Petribú, Edgar de Assis e Cristian Pedrosa

Voz da Arquibancada (chapa de oposição)
Presidente executivo – Josenildo Dody
Vice executivo – Wagner José Rodrigues
Presidente do Conselho Deliberativo – Adriano Celso de Amorim
Presidente da Comissão Patrimonial – n/d
Comissão Fiscal – n/d

A seguir, um breve histórico sobre os maiores bate-chapas no Santa. Até hoje, a única vitória da oposição ocorreu em 2006, bem apertada. Edson Nogueira 52,0% x 47,9% Alberto Lisboa.

Os maiores bate-chapas no Arruda
1º) 2.781 votos – 1982 (Vanildo Aires; 75%, situação)
2º) 1.787 votos – 2012 (Antônio Luiz Neto; 91%, situação)
3º) 1.435 votos – 2010 (Antônio Luiz Neto; 79%, situação)
4º) 1.405 votos – 2006 (Edson Nogueira; 52%, oposição)
5º) 1.387 votos – 1975 (José Nivaldo; 86%, situação)
6º) 1.337 votos – 2004 (Romerito Jatobá; 66%, situação)
7º) 1.252 votos – 2017 (Constantino Júnior; 64%, situação)

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