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Em 30 anos de história, Lewa é o 16º jogador diferente a ser eleito como o melhor do mundo.

De forma inédita um polonês foi consagrado como o melhor jogador de futebol do mundo. E deu a lógica no The Best 2020, o prêmio máximo da Fifa sobre o desempenho na temporada. Até Robert Lewandowski, as referências do futebol da Polônia vinham de décadas atrás, através da seleção nacional, que ficou em 3º lugar em duas edições da Copa do Mundo, em 1974 e 1982.

Estrela naquela época, o atacante Grzegorz Lato somou 10 gols em Mundiais, sendo 7 em 1974, quando acabou como artilheiro. Na carreira, foram 45 gols em 100 jogos vestindo a camisa alvirrubra do seu país. Outro nome de peso era o do meia Zbigniew Boniek, o craque do time semifinalista em 1982, quando chegou a fazer um hat-trick – ao todo, marcou 6 gols em Mundiais. Pouco antes deles, ainda houve o título olímpico em 1972, com nomes como Kazimierz Deyna e Robert Gadocha. Terminadas as gerações dos anos 70/80, o país viveu entre lampejos e o absoluto ostracismo no futebol. E aí veio a transformação a partir de Lewa.

E a curiosidade parte do rendimento não na seleção, mas no clube. Pela seleção polonesa, diga-se, Lewandowski já é o maior artilheiro da história, com 63 gols, mas é uma figura isolada numa equipe de poucos resultados. Pelo Bayern, pelo trator de Munique, aí o jogador mostrou o potencial técnico de fato. E a temporada 2019/2020, o período da eleição da Fifa, foi a melhor do centroavante de 32 anos. Pelo time alemão, marcou 55 gols e deu 10 assistências em 47 jogos oficiais, conquistando os títulos da Copa da Alemanha, da Bundesliga e da Liga dos Campeões. Na Champions, aliás, foi o artilheiro disparado, com 15 gols.

Embora a concorrência tenha sido gigantesca, com Lionel Messi (eleito 6 vezes, bronze desta vez) e Cristiano Ronaldo (eleito 5 vezes, prata em 2020), só uma injustiça daquelas, pra não dizer outra coisa, tiraria o troféu das mãos do polonês. Sem “zebra”, Lewa se firma não só entre os maiores do seu país, mas em todo o mundo. Fez da Polônia o 10º país a ter o “melhor do mundo” numa temporada. Antes, a lista já tinha Brasil (8x), Portugal (6x), Argentina (6x), França (3x), Itália (2x), Alemanha (1x), Holanda (1x), Libéria (1x) e Croácia (1x).

Após ganhar tudo no clube e também arrastar os prêmios individuais (já havia sido eleito pela Ufea), Lewandowski deve partir para um desafio maior, o de obter resultados também pela seleção. E Messi (Argentina) e Cristiano Ronaldo (Portugal) sabem o quanto é difícil…

Ranking de premiações de melhor do mundo (1991-2020)*
1º) 6-6-1 – Messi (ARG)
2º) 5-6-2 – Cristiano Ronaldo (POR)
3º) 3-1-2 – Zidane (FRA)
4º) 3-1-1 – Ronaldo (BRA)
5º) 2-0-1 – Ronaldinho (BRA)
6º) 1-1-0 – Figo (POR), Romário (BRA) e Weah (LBR)
9º) 1-0-1 – Rivaldo (BRA) e Roberto Baggio (ITA)
11º) 1-0-0 – Cannavaro (ITA), Kaká (BRA), Lewandowski (POL), Matthaus (ALE), Modric (CRO) e Van Basten (HOL)
17ª) 0-2-0 – Beckham (ING), Stoichkov (BUL) e Thierry Henry (FRA)
20º) 0-1-1 – Iniesta (ESP)
21º) 0-1-0 – Lampard (ING), Maldini (ITA), Oliver Khan (ALE), Papin (FRA), Roberto Carlos (BRA) e Van Dijk (HOL)
27º) 0-0-3 – Xavi (ESP)
28º) 0-0-2 – Bergkamp (HOL) e Neymar (BRA)
30º) 0-0-1 – Alan Shearer (ING), Batistuta (ARG), Eto’o (CAM), Fernando Torres (ESP), Griezmann (FRA), Klinsmann (ALE), Liniker (ING), Neuer (ALE), Raúl (ESP), Ribéry (FRA), Shevchenko (UCR), Salah (EGT), Suker (CRO) e Thomar Hassler (ALE)
* Lista no formato olímpico, com ouro, prata e bronze; ao todo, 43 jogadores de 16 países

Ranking de premiações por país (1991-2020)*
1º) 8-3-5 – Brasil
2º) 6-7-2 – Portugal
3º) 6-6-2 – Argentina
4º) 3-4-4 – França
5º) 2-1-1 – Itália
6º) 1-1-3 – Alemanha
7º) 1-1-2 – Holanda
8º) 1-1-0 – Libéria
9º) 1-0-1 – Croácia
10º) 1-0-0 – Polônia
11º) 0-3-2 – Inglaterra
12º) 0-2-0 – Bulgária
13º) 0-1-6 – Espanha
14º) 0-0-1 – Camarões, Ucrânia e Egito
* Lista no formato olímpico, com ouro, prata e bronze; ao todo, 16 países

Escolha do melhor de 2020
A eleição foi baseada no desempenho dos atletas entre 20 de julho de 2019 e 7 de outubro de 2020, numa análise feita por especialistas, de acordo com a entidade. Após a pré-lista com dez nomes, a Fifa abriu a votação no site oficial para selecionar os três finalistas. Cada um dos quatro grupos – jornalistas, técnicos, capitães e torcedores – teve 25% do peso dos votos. Na votação, os critérios foram os seguintes: 5 pontos para a 1ª escolha, 3 pontos para a 2ª escolha e 1 ponto para a 3ª.

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