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O possível mapa da reta final da Copa do Nordeste, não só para os clubes pernambucanos.

Faltam 16 jogos para acabar a Copa do Nordeste de 2020, suspensa pela CBF desde o dia 17 de março. A paralisação, forçada pela proliferação do Coronavírus no país, levantou muitas dúvidas acerca da continuidade do torneio. A tendência é que a competição seja finalizada com o regulamento original, mas pode ocorrer numa situação curiosa, com sede única. Em Pernambuco (!).

De acordo com o site Globoesporte, em matéria assinada por Elton de Castro, já existe uma articulação da Liga do Nordeste para esta composição alternativa, na palavra do presidente Eduardo Rocha. A intenção é definir o torneio num espaço reduzido de tempo, em até dez dias – até para ganhar lastro no debate envolvendo a CBF (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil) e as federações (Estaduais) sobre a volta do futebol. Em tese, a competição precisa de 5 datas, com a 8ª (e última) rodada da fase classificatória, quartas de final e semifinal em jogos únicos e a final em ida e volta. Os intervalos seriam de 48 horas, abaixo do recomendável – que é de 66 horas. Ou seja, necessitaria de um acordo amplo para possibilitar/autorizar essa tabela.

Em relação aos jogos numa mesma região metropolitana, o objetivo é “minimizar os riscos com viagens e otimizar o tempo”. No caso, o Recife é o único local com quatro estádios capacitados, os três particulares, de Náutico, Santa Cruz e Sport, e a Arena Pernambuco. Todos com estrutura adequada de campo, vestiário e transmissão na tevê – cenário à parte do nº de contaminados. Em relação ao mata-mata, acho que não haveria problema, até porque as partidas seriam de portões fechados. A bronca está justamente na primeira data, com a necessidade de jogos simultâneos, considerando a disputa pela classificação. E são oito jogos.

Neste caso, mesmo que os palcos locais recebessem quatro jogos simultâneos, algo que nunca aconteceu, ainda haveria a necessidade de mais quatro estádios. Pitaco do blog: sedes duplas, com Salvador (Fonte Nova/Barradão) e Natal (Arena das Dunas/Frasqueirão). Na capital baiana ainda há Pituaçu, deixando um jogo isolado. Não caberia Fortaleza pois o PV virou hospital de campanha. Outra possibilidade, mais incômoda (e menos desportiva), seria o desmembramento da última rodada, com quatro jogos no sábado e quatro no domingo, ou em rodadas duplas em cada estádio. Aí, a “sede única” no Nordestão faria sentido, mas os times do domingo (ou dos segundos jogos) levariam vantagem em relação à busca pela vaga.

Treinamentos intercalados na RMR
Sobre os locais de treinamento, existem seis pontos com campos oficiais e estrutura de vestiário – o CT do Unibol, em Paulista, por exemplo, não se enquadra nessa combinação. Neste caso, poderiam ser os centros de treinamento de Náutico, Retrô, Santa Cruz e Sport e dois clubes corporativos em Aldeia, em gramados já utilizados pelo Santa antes da abertura do Ninho das Cobras. Ao todo, 15 gramados à disposição. Considerando 16 times na cidade de uma vez, haveria atividades intercaladas. Considerando apenas os 8 clubes da fase final, a distribuição seria mais fácil. De toda forma, as atividades passariam pelo protocolo de grupo mínimo, álcool gel nas dependências etc. A copa, que dependeria do aval da secretaria de saúde, seria bem restrita.

Jogos restantes da fase de grupos (e os palcos originais)
Sport x Confiança (Ilha do Retiro)
ABC x CSA (Frasqueirão)
Frei Paulistano x Imperatriz (Titão)
CRB x Ceará (Rei Pelé), SBT (regional)
Bahia x Náutico (Fonte Nova)
Fortaleza x América-RN (Castelão)
Botafogo-PB x Vitória (Almeidão)
River x Santa Cruz (Albertão)

Os principais estádios no Grande Recife (e a capacidade*)
55.582 – Arruda
45.500 – Arena Pernambuco
30.000 – Ilha do Retiro
16.948 – Aflitos
* De toda forma, os jogos seriam sem público

Nº de campos oficiais de treinamento
5x – CT do Náutico
5x – CT do Sport
2x – CT do Retrô
1x – CT do Santa Cruz
1x – Campo da Alvorada (Aldeia)
1x – Centro Recreativo Português (Aldeia)

A única sede única do Nordestão
A primeira edição da Copa do Nordeste aconteceu em 1994. O torneio foi organizado pela federação pernambucana em parceria com o governo de Alagoas, com o troféu batizado de ”Taça Governador Geraldo Bulhões”. A disputa teve 16 clubes, com quatro grupos de quatro. As chaves foram espalhadas em Maceió (grupos A e C), Arapiraca (B) e Capela (D). Já o mata-mata, com quartas, semi e final, sempre em jogos únicos, foi inteiramente disputado no Rei Pelé, na capital alagoana. Após 26 anos, a “reedição” da ideia pode ser a saída para conhecer o novo campeão.

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