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Mudança do Sul para o Nordeste, mas ainda na Série A. Foto: Umberto Louzer/Instagram.

Campeão da Série B de 2020, Umberto Louzer é o novo técnico do Sport em 2021. De forma inesperada, o leão conseguiu tirar o treinador de um adversário direto na primeira divisão, incluindo uma multa rescisória nas tratativas. O capixaba de 41 anos estava há um ano na Chapecoense, onde montou um sistema defensivo sólido, mudando um pouco a sua característica de jogo.

Na segundona, o organizado time catarinense sofreu apenas 21 gols em 38 rodadas, mas teve só o 10º ataque mais produtivo – enxergando um cenário parecido na Série A, seria excelente. Por lá, ao todo, trabalhou em 56 jogos, com 31V, 18E e 7D, com um aproveitamento de 66%. À parte da conjuntura política na Ilha do Retiro, com uma eleição atrasada durante esta mudança, vamos à análise “técnica”. O estilo do novo treinador encaixa com o elenco montado? Qual deverá ser a principal diferença na equipe? A troca de comando técnico era mesmo imperativa?

A escolha vem com o inchaço na folha paralela, devido à rescisão do ex-treinador Jair Ventura, que assinou por dez meses e trabalhou apenas um, além do provável aumento na folha regular do futebol, pois é difícil acreditar que Louzer analise o elenco e não faça exigências pontuais. Portanto, o custo desta decisão dupla aperta ainda mais o já escasso orçamento rubro-negro. Sobre as perguntas no segundo parágrafo, vamos lá.

1) Umberto Louzer chega ao Sport na semana seguinte à chegada de dois volantes de contenção e um zagueiro, pedidos de Jair. O trabalho do antecessor consistia num esquema fechado, consciente da limitação técnica, mas tentando otimizar a transição ofensiva, o que não aconteceu. No início da carreira profissional, no Guarani, o ex-técnico da Chape optava por uma marcação mais alta, que não naturalmente não durava tanto, buscando mais o ataque no decorrer, com dois pontas. O estilo foi ficando mais defensivo, mas sem abrir mão da velocidade no ataque, algo que vem trabalhando melhor que Jair. É possível impor esse conceito em 45 dias? Na Chape, a resposta foi rápida, indo da lanterna ao título estadual de 2020. Aqui, terá de 6 a 7 jogos no PE. Depois, no BR, larga contra o Inter, fora de casa, já precisando de uma marcação bem encaixada.

2) Além da variação tática, imagino que a principal mudança do time rubro-negro passe pela composição do meio-campo. E, neste caso, não vejo solução alguma elenco. O Sport carece, bastante, de um segundo volante de qualidade. Hoje, apenas Betinho aparece para uma bola mais vertical, mas com índice de acerto bem abaixo. Diria até que o time precisa de mais dois jogadores para a posição. Sem isso, a posse de bola pode ficar comprometida, assim com a articulação ofensiva, hoje restrita a uma bola rondando a defesa sem objetividade alguma.

3) No blog, já escrevi sobre a saída de Jair Ventura, com a eliminação em dois torneios em um mês a partir de um elenco incompleto no período. Como o Brasileirão começará só em 29/05, e o leão tem apenas o PE até lá, eu teria mantido o técnico, cuja renovação foi tratada como algo positivo após a surpreendente permanência na Série A – e o ritmo da campanha em 2021 não deve ser muito diferente. Ele teria 54 dias (9 a mais que Louzer), tempo para trabalhar com todas as peças, nas questões tática, técnica e física. Com Louzer, se busca o mesmo resultado de Jair de 2020.

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