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Primeiro bi, primeiro tri, primeiro tetra, primeiro penta e primeiro hexa. Foto: Jhony Pinho/CBF.

Há três décadas o Vitória detém o status de maior celeiro de craques no futebol nordestino. A imagem foi definida no vice-campeonato brasileiro de 1993, com um time jovem, começando pelo goleiro Dida, pra dar um exemplo. Conhecido como “Brinquedo Assassino”, aquele time foi sucedido por outras versões, mas sobretudo em conquistas na base, inclusive nacionais. No âmbito regional, o domínio é histórico e segue sendo ampliado de forma recorrente. Afinal, o clube venceu metade das edições da Copa do Nordeste Sub 20. Ou seja, levou seis de doze.

Nos últimos anos vem ganhando ano sim ano não – independentemente do rendimento profissional, como neste ano, com a queda à Série C. Campeão nordestino de juniores em 2004 e 2006, num modelo antes da chancela da CBF, o leão baiano voltou a vencer em 2015, 2017, 2019 e 2021. Em ano ímpar, taça. A última veio com sofrimento no gramado.

Na decisão em Salvador, diante do surpreendente Fluminense do Piauí, até então invicto, o time baiano pressionou bastante, mas o gol saiu apenas aos 47 minutos do segundo tempo, com o atacante Alisson escorando um cruzamento na área, 1 x 0. O gol que valeu o hexacampeonato também rendeu ao jogador o prêmio de craque da partida. Porém, o craque da competição foi outro rubro-negro e também titular, o meia Ruan Nascimento, autor de três gols na campanha – na enquete oficial do perfil da Lampions, ele teve 77% dos votos.

Esta foi a 7ª edição desde que a CBF entrou na organização, em 2015. Nas seis anteriores a disputa teve sede fixa, ou na fase decisiva (semifinal e final) ou mesmo em todo o torneio, caso de 2020. Desta vez, o mando de campo foi dos clubes, com ida e volta na primeira fase (quatro grupos com quatro times) e jogo em casa para a equipe de melhor campanha no mata-mata. Foi o caso do Vitória, que atuou em Pituaçu tanto na semifinal, contra o CRB, quanto na final, contra o Flu de Teresina, que na fase de grupos havia despachado Ceará e Fortaleza (apenas o líder avançava). Deu trabalho na final também, mas lá deu Vitória. De novo.

Escalação do Vitória na decisão
Cabral; Israel, Kayron, Edson e Ronald; Barreto, Ruan Nascimento e Hitalo; Alan Pedro, Alisson e Ronaldo. Técnico: Ricardo Amadeu

A campanha do título nordestino em 2021 (6V, 1E e 1D; 14 GP e 3 GC)
10/11 – Vitória 2 x 0 Bahia-BA (Barradão)
17/11 – Jaciobá-AL 0 x 1 Vitória (Gerson Amaral)
21/11 – Boca Junior-SE 2 x 1 Vitória (Batistão)
26/11 – Vitória 1 x 0 Boca Junior-SE (Barradão)
30/11 – Vitória 4 x 0 Jaciobá-AL (Barradão)
06/12 – Bahia-BA 1 x 1 Vitória (CT Praia do Forte)
11/12 – Vitória 3 x 0 CRB-AL (Pituaçu), semifinal
18/12 – Vitória 1 x 0 Fluminense-PI (Pituaçu), final

A seguir, a atualização do histórico de títulos no torneio nordestino de juniores, considerando todas as edições, com 12 ao todo. Na tradicional disputa Ba-Vi, o scout hoje é de 6 x 1 para o rubro-negro. Na edição profissional da copa, o scout está empatado em 4 x 4.

Todas as finais da Copa do Nordeste Sub 20
2001 – Bahia 3 x 2 Sport (Aflitos-PE)
2003 – Sport 1 x 0 Vitória (Rei Pelé-AL)
2004 – Vitória 3 x 2 Corinthians-AL (Rei Pelé-AL)
2005 – Fortaleza (6) 0 x 0 (5) Náutico (Rei Pelé-AL)
2006 – Vitória 3 x 2 Náutico (Rei Pelé-AL)
2015 – Vitória (4) 0 x 0 (3) Náutico (Rei Pelé-AL)*
2016 – Coruripe 1 x 0 Ceará (Gerson Amaral-AL)*
2017 – Vitória 2 x 0 Bahia (Batistão-SE)*
2018 – Fortaleza (4) 2 x 2 (2) Bahia (Batistão-SE)*
2019 – Vitória 2 x 0 Ceará (Batistão-SE)*
2020 – Náutico 5 x 1 Fortaleza (Arena Pernambuco-PE)*
2021 – Vitória 1 x 0 Fluminense-PI (Pituaçu-BA)*
* Edições promovidas pela CBF

Os campeões da Copa do Nordeste Sub 20
1º) 6 vezes – Vitória (2004, 2006, 2015*, 2017*, 2019* e 2021*)
2º) 2 vezes – Fortaleza (2005 e 2018*)
3º) 1 vez – Bahia (2001), Sport (2003), Coruripe (2016*) e Náutico (2020*)
* Edições promovidas pela CBF

Abaixo, assista ao gol do hexa do Vitória, através do perfil da Copa do NE no Twitter.

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