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Quem pode ser a surpresa entre os principais nomes? Seja quem for, vai ter que jogar muita bola.

Com a primeira divisão cada vez mais acirrada em termos de permanência nos pontos corridos, somada à crise financeira em grandes equipes, a Série B passou a absorver nomes de muito peso no futebol nacional.

Antes, a presença de “um” já chamava atenção. Por este motivo, a edição de 2021 foi apontada como a “maior Série B da história”, tendo cinco campeões brasileiros, com 12 títulos envolvidos, e dois campeões da Libertadores, com 3 títulos envolvidos. A partir das trocas, entre acessos e descensos, a lista ficou ainda mais impactante. Em 2022 serão seis campeões brasileiros, com 14 títulos, e três campeões da Libertadores, com 6 títulos, recorde.

Para completar, ainda há a conquista mundial do Grêmio, em 1983. Logo, esta nova edição passa a ser, sem sombra de dúvidas, a “maior Série B da história”. De 2021 para 2022 subiram, entre esses clubes, Botafogo e Coritiba, e caíram Grêmio, Bahia e Sport. A troca foi mais pesada para a segunda divisão, que agora soma 36 títulos expressivos considerando os torneios vigentes – lista abaixo. E esse peso esportivo reflete nas torcidas envolvidas.

Segundo a última grande pesquisa nacional de torcidas, do Datafolha em 2019, Vasco (4,0%), Cruzeiro (3,6%) e Grêmio (3,5%) estão entre as maiores do país, em 5º, 6º e 7º, respectivamente. O levantamento ainda tem mais dois participantes entre as 15 maiores, com Bahia (1,3%) e Sport (1,1%) em 12º e 15º. A soma deste quinteto dá 13,5%. É bastante coisa, com 28,3 milhões de torcedores diretamente envolvidos. Entretanto, apesar da força de audiência, e estamos falando de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife, isso não reflete diretamente no contrato de transmissão na tevê, o principal aporte financeiro.

Isso porque a edição de 2022 será a última do contrato vigente com a Globo, de cinco temporadas. O acordo iniciado em 2018 pagou R$ 6 milhões para cada clube. O reajuste mais recente elevou o repasse para R$ 8 milhões – na Série A o piso é de R$ 40 milhões. Assim, o bolo da competição pode chegar a R$ 160 mi, enquanto da divisão principal passa de R$ 1,2 bilhão. Nesta conta da B não entra o valor do custeio, com viagens, hospedagens e VAR.

Cota fixa ou PPV?
A queda de receita é de fato considerável, tendo como única saída a escolha pela receita variável do pay-per-view, num acordo à parte com o Premiere, também do Grupo Globo. Neste caso, o clube é obrigado a optar por uma dessas receitas. Para quem tem uma base considerável de assinantes, casos de Vasco, Cruzeiro e Grêmio, a escolha deve ser mesmo pelo PPV, recebendo algo em torno de R$ 15/20 milhões. Bem acima da cota fixa da segunda divisão, mas bem abaixo da realidade de outrora. Portanto, teremos um campeonato maior, mas sem ganho direto de receita, aumentando bastante a necessidade de uma gestão com alto grau de acerto – o que em tese não é a base desses clubes, ou não estariam aqui por isso (com exceção do Grêmio, o primeiro caso de um clube rico, organizado e rebaixado). Em tempo: apesar das grandes taças, o objetivo desta turma toda passa a ser, por pelo menos um ano, o “G4” da Série B, com ou sem taça após 38 rodadas.

Os 20 participantes da Série B do Campeonato Brasileiro de 2022
Bahia (BA), Brusque(SC), Chapecoense (SC), CRB (AL), Criciúma (SC), Cruzeiro (MG), CSA (AL), Grêmio (RS), Guarani (SP), Ituano (SP), Londrina(PR), Náutico (PE), Novorizontino (SP), Operário (PR), Ponte Preta (SP), Sampaio Corrêa (MA), Sport (PE), Tombense (MG), Vasco (RJ) e Vila Nova (GO).

Os principais títulos envolvidos na Série B de 2022*
1 Mundial (1983)

6 Libertadores (1976, 83, 95, 97, 98 e 2017)

1 Sul-Americana (2016)

14 Brasileirões (1959, 66, 74, 78, 81, 87, 88, 89, 96, 97, 2000, 03, 13 e 14)

14 Copas do Brasil (1989, 91, 93, 94, 96, 97, 2000, 01, 03, 08, 11, 16, 17 e 18)

* Ao todo, 36 taças. Os clubes envolvidos na lista acima são Cruzeiro (12; 2 Libertadores, 4 BR e 6 CdB), Grêmio (11; 1 Mundial, 3 Libertadores, 2 BR e 5 CdB), Vasco (6; 1 Liberadores, 4 BR e 1 CdB), Bahia (2; 2 BR), Sport (2; 1 BR e 1 CdB), Chapecoense (1 Sula), Guarani (1 BR) e Criciúma (1 CdB).

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