Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •  

A consultoria Ondina avaliou dois clubes de Fortaleza, dois de Salvador e dois do Recife.

Pelo segundo ano, um estudo aponta o Flamengo como o “clube mais atrativo para investidores” no Brasil. Considerando o cenário dos últimos anos, o dado não surpreende, naturalmente. De acordo com a projeção realizada pela Ondina Investimentos, a marca do atual bicampeão brasileiro valeria um aporte entre R$ 1,45 bi e R$ 1,55 bi. O levantamento foi elaborado a partir de critérios técnicos e financeiros no último triênio.

Ao todo, o “ranking de atratividade econômica” conta com 32 clubes, sendo seis nordestinos. A novidade é a entrada do Náutico, em 29º lugar. Os outros outros cinco representantes da região, presentes desde a primeira versão, seguem entre os vinte primeiros lugares, com o Ceará sendo agora o melhor clube da região neste cenário. Com 220 pontos somados na métrica criada, o vozão subiu para o 13º lugar e ultrapassou o Bahia, que somou 211 pontos. Inclusive, considerando os clubes com receitas anuais de até R$ 100 milhões, o alvinegro tem o melhor quadro no estudo. E foi o único do NE com a avaliação divulgada, cuja marca valeria entre R$ 113 mi e R$ 195 milhões.

Quanto ao Bahia, em 14º, na verdade foram duas posições perdidas no ranking nacional, sendo ultrapassado também pelo Flu – além de ter tido resultados esportivos inferiores ao Ceará, o tricolor de Salvador teve um déficit de R$ 50 mi em 2020. Apesar da permanência na elite, o Sport também perdeu duas posições, agora com Vitória e Goiás acima. No leão do Recife, em 19º, pesa a queda considerável na receita. A média no triênio analisado foi de R$ 62,8 milhões. Mesmo permanecendo na B, o Vitória teve R$ 60,2 mi no mesmo período. Por fim, entre os listados, o Fortaleza, que manteve a 16ª posição, estando a apenas 4,2 pontos do Botafogo, considerando os cálculos do escritório do Recife. Como o clube carioca está na segunda divisão em 2021, a chance de inversão na próxima atualização da Ondina é enorme.

Ainda em tempo de destacar a ausência do Santa Cruz no ranking, pois os corais não atenderam ao critério de ter participado da Série A ou da Série B em 2020. Ocorre que Paraná e Botafogo foram rebaixados e estão na C em 2021. Assim acaba havendo, na minha visão, uma distorção sobre a “atratividade”. Além de ter um patrimônio considerável (Arruda) e uma torcida numerosa (ao menos 1 milhão, segundo as pesquisas), o Santa teve uma média de receita de R$ 15,9 mi no último triênio, bem superior à do Botafogo de Ribeirão Preto. Dos 40 clubes nas duas divisões em 2020, apenas 32 divulgaram os balanços dos últimos três anos.

Os critérios do ranking de 2021
Para o estudo, a Ondina criou uma estrutura de pontuação. A elaboração do resultado final de cada clube parte de quatro eixos: desempenho financeiro (33,1%), desempenho esportivo (30,5%), características da respectiva região (19,9%) e fatores relacionados ao tamanho da torcida (16,5%).

Leia mais sobre o assunto
O ranking de receitas dos clubes do Brasil em 2020, com 17 acima de R$ 100 milhões

O ranking de dívidas dos clubes do Brasil em 2020, com 15 acima de R$ 200 milhões

O balanço financeiro do G7 do NE aponta R$ 442 milhões de receita e R$ 1 bilhão de passivo

A seguir, o ranking completo da Ondina, de junho de 2021. Escalonei os nomes a cada 100 pontos. Entre parênteses, a divisão neste ano. À direita, a variação sobre o ranking anterior.

Mais de 300 pontos (7 clubes)
1º) 382,2 pts – Flamengo (A), igual
2º) 368,8 pts – Grêmio (A), +1
3º) 360,4 pts – Corinthians (A), +2
4º) 354,6 pts – Palmeiras (A), -2
5º) 340,0 pts – São Paulo (A), +1
6º) 322,3 pts – Athletico-PR (A), +1
7º) 301,7 pts – Internacional (A), +1

De 201 a 300 pontos (10 clubes)
8º) 293,5 pts – Santos (A), -4
9º) 288,8 pts – Atlético-MG (A), +1
10º) 282,3 pts – Vasco (B), -1
11º) 247,1 pts – Fluminense (A), +2
12º) 237,2 pts – Cruzeiro (B), -1
13º) 220,2 pts – Ceará (A), +1
14º) 211,1 pts – Bahia (A), -2
15º) 208,3 pts – Botafogo (B), igual
16º) 204,1 pts – Fortaleza (A), igual
17º) 201,4 pts – Vitória (B), +1

De 101 a 200 pontos (15 clubes)
18º) 194,8 pts – Goiás (B), +1
19º) 185,3 pts – Sport (A), -2
20º) 184,6 pts – Coritiba (B), +1
21º) 183,1 pts – Atlético-GO (A), +6
22º) 172,4 pts – América-MG (A), +1
23º) 169,8 pts – Avaí (B), estreante
24º) 167,6 pts – Bragantino (A), -4
25º) 162,1 pts – Juventude (A), estreante
26º) 159,3 pts – Operário-PR (B), -4
27º) 140,4 pts – Cuiabá (A), estreante
28º) 137,3 pts – Paraná (C), -4
29º) 134,9 pts – Náutico (B), estreante
30º) 132,1 pts – Guarani (B), -4
31º) 131,8 pts – Botafogo-SP (C), -3
32º) 128,1 pts – Ponte Preta (B), 03

Confira o ranking anterior da consultoria de fusões e aquisições clicando aqui.

Abaixo, a receita média por temporada entre 2018 e 2020, um dos principais critérios do estudo sobre os 32 clubes presentes. No período, curiosamente acabou a “cláusula paraquedas”, que garantia a alguns clubes uma receita de “Série A” mesmo na Série B. Isso influenciou na queda do faturamento de nomes como Cruzeiro, Sport, Coritiba e Vitória.

Acima de R$ 500 milhões (2 clubes)
1º) R$ 691,6 mi – Flamengo
2º) R$ 643,1 mi – Palmeiras

De R$ 100 milhões a R$ 500 milhões (12 clubes)
3º) R$ 413,8 mi – Corinthians
4º) R$ 401,6 mi – Atlético-MG
5º) R$ 392,3 mi – Grêmio
6º) R$ 387,1 mi – São Paulo
7º) R$ 304,3 mi – Internacional
8º) R$ 297,0 mi – Athletico-PR
9º) R$ 285,8 mi – Santos
10º) R$ 243,0 mi – Cruzeiro
11º) R$ 238,0 mi – Fluminense
12º) R$ 208,1 mi – Vasco
13º) R$ 176,2 mi – Botafogo
14º) R$ 140,3 mi – Bahia

Até R$ 100 milhões (18 clubes)
15º) R$ 86,7 mi – Ceará
16º) R$ 84,0 mi – Goiás
17º) R$ 79,5 mi – Coritiba
18º) R$ 78,1 mi – Fortaleza
19º) R$ 64,8 mi – Bragantino
20º) R$ 62,8 mi – Sport
21º) R$ 60,2 mi – Vitória
22º) R$ 50,8 mi – Avaí
23º) R$ 44,6 mi – América-MG
24º) R$ 38,3 mi – Ponte Preta
25º) R$ 32,0 mi – Atlético-GO
26º) R$ 28,5 mi – Paraná
27º) R$ 24,4 mi – Juventude
28º) R$ 17,9 mi – Cuiabá
29º) R$ 16,9 mi – Guarani
30º) R$ 16,3 mi – Náutico
31º) R$ 12,4 mi – Operário-PR
32º) R$ 9,7 mi – Botafogo-SP


Compartilhe!
  •  
  •  
  •  
  •