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As 17 maiores receitas do ano, com R$ 566 milhões entre o 1º o 17º. Dois nordestinos presentes.

Em 2020, as soma das 25 maiores receitas entre os clubes brasileiros chegou a R$ 5,421 bilhões. Embora o número seja relevante num primeiro olhar, houve uma enorme redução em relação ao 2019, na ordem de R$ 898 milhões, ou -14,2%. Na temporada anterior o montante foi de R$ 6,319 bilhões. A lista de clubes neste comparativo é quase a mesma, com apenas duas mudanças, com Atlético-GO e América-MG entrando “Top 25” nas vagas de CSA e Chapecoense.

Pela lei federal do país, os clubes de futebol precisam divulgar os balanços financeiros referentes à temporada anterior até o dia 30 de abril subsequente. Em 2021, sem prazo estendido, quase todos apresentaram os relatórios. Dos clubes presentes, só a Chape não divulgou o balanço mais recente. Na aba de transparência do site catarinense, só há o acompanhamento orçamentário até outubro, estimando a receita anual em R$ 41 milhões. No caso, considerando a meta alcançada, o número seria suficiente para deixar o clube em 25º lugar, tirando a Ponte da lista de 2020 – e a soma geral seria de R$ 5,425 bi, quase a mesma.

Já alguns atrasaram, casos de Sport e Vitória. E o ranking no blog só possível justamente após a divulgação dos dois rubro-negros nordestinos – fazendo com que o NE tenha cinco clubes entre os 25 por dois anos seguidos. No caso pernambucano, para completar a Série A. Afinal, na prática é impossível listar os 25 clubes mais endinheirados sem os 20 da Série A, com a cota de tevê. Sobre o caso baiano, o clube já havia tido a maior receita da Série B de 2019. E em 2020 só ficou abaixo do Cruzeiro, num cenário já esperado. Apesar de ter tido R$ 102 milhões nas duas edições, o Vitória acabou em 12º e 14º, respectivamente.

Em relação o cenário geral, é óbvio que a pandemia da Covid-19 afetou todo o sistema – indo muito, mas muito além do futebol. Os jogos pararam por quatro meses e só voltaram de portões fechados, brecando fontes importantes. Campeão brasileiro em 2019, o Flamengo teve uma média de 55.025 pagantes no Maracanã, com R$ 53.475.747 em bilheteria, fora as rendas indiretas, como bar e venda de produtos oficiais nos jogos. Campeão brasileiro em 2020, o Fla jogou 19 vezes sem público. Zero. Além disso, o mercado de transferências também arrefeceu, a partir da crise econômica. Assim, a receita do time carioca caiu de R$ 950 mi (quase 1 bi!) para R$ 669 mi, com -29,5%. Poucos cresceram, com o Galo sendo o principal expoente, com R$ 64 milhões a mais – e com endividamento também maior, diga-se.

Para a elaboração do ranking, utilizei a “receita total” dos clubes, num dado apresentado na análise da consultoria Ernst & Young, somando com as cifras de Sport e Vitória. Dos 25 principais clubes neste cenário, 17 tiveram mais de R$ 100 milhões na última temporada. Este talvez seja o dado mais curioso, pois o número subiu. Em 2019 foram 15 times. O Nordeste segue com dois representantes neste patamar. O Bahia, há algum tempo com maior faturamento da região, e o Ceará, que tomou o lugar do Fortaleza. O vozão foi campeão do NE e chegou às quartas da Copa do Brasil em 2020, obtendo importantes cotas de premiação.

A seguir, o “Top 25” nos últimos dois anos em termos de receita e a evolução de cada um sobre a lista anterior (de 2019 para 2020). Entre parênteses, a divisão e a colocação final no Brasileiro.

O ranking de receita total em 2020 (e a campanha no Brasileirão)
1º) R$ 669 mi – Flamengo (Série A, campeão), igual
2º) R$ 559 mi – Palmeiras (A, 7º)*, igual
3º) R$ 474 mi – Corinthians (A, 12º), +2
4º) R$ 472 mi – Grêmio (A, 6º), -1
5º) R$ 418 mi – Atlético-MG (A, 3º), +4
6º) R$ 365 mi – São Paulo (A, 4º), +2
7º) R$ 329 mi – Athletico-PR (A, 9º), igual
8º) R$ 281 mi – Internacional (A, 2º), -4
9º) R$ 240 mi – Santos (A, 8º), -3
10º) R$ 194 mi – Fluminense (A, 5º), +1
11º) R$ 192 mi – Vasco (A, 17º), +1
12º) R$ 161 mi – Botafogo (A, 20º), +1
13º) R$ 145 mi – Bragantino (A, 10º), +11
14º) R$ 131 mi – Bahia (A, 14º), igual
15º) R$ 123 mi – Cruzeiro (B, 11º), -5
16º) R$ 107 mi – Coritiba (A, 19º), +6
17º) R$ 103 mi – Ceará (A, 11º), igual
18º) R$ 90 mi – Goiás (A, 18º), -2
19º) R$ 86 mi – Fortaleza (A, 16º), -4
20º) R$ 54 mi – Sport (A, 15º), +3
21º) R$ 51 mi – Atlético-GO (A, 13º)**
22º) R$ 49 mi – Vitória (B, 14º), -1
23º) R$ 47 mi – América-MG (B, 2º)**
24º) R$ 44 mi – Avaí (B, 9º), -5
25º) R$ 37 mi – Ponte Preta (B, 7º), igual
* Campeão da Libertadores e a Copa do Brasil de 2020
** Estavam fora do Top 25 no ano anterior

O ranking de receita total em 2019 (e a campanha no Brasileirão)
1º) R$ 950 mi – Flamengo (Série A, campeão)*
2º) R$ 642 mi – Palmeiras (A, 2º)
3º) R$ 459 mi – Grêmio (A, 4º)
4º) R$ 441 mi – Internacional (A, 7º)
5º) R$ 426 mi – Corinthians (A, 8º)
6º) R$ 400 mi – Santos (A, 2º)
7º) R$ 390 mi – Athletico-PR (A, 5º)**
8º) R$ 384 mi – São Paulo (A, 6º)
9º) R$ 354 mi – Atlético-MG (A, 13º)
10º) R$ 289 mi – Cruzeiro (A, 17º)
11º) R$ 265 mi – Fluminense (A, 14º)
12º) R$ 215 mi – Vasco (A, 12º)
13º) R$ 191 mi – Botafogo (A, 15º)
14º) R$ 189 mi – Bahia (A, 11º)
15º) R$ 115 mi – Fortaleza (A, 9º)
16º) R$ 99 mi – Goiás (A, 10º)
17º) R$ 98 mi – Ceará (A,16º)
18º) R$ 73 mi – Chapecoense (A, 19º)
19º) R$ 70 mi – Avaí (A, 20º)
20º) R$ 61 mi – CSA (A, 18º)
21º) R$ 53 mi – Vitória (B, 12º)
22º) R$ 41 mi – Coritiba (B, 3º)
23º) R$ 39 mi – Sport (B, 2º)
24º) R$ 39 mi – Bragantino (B, 1º)
25º) R$ 36 mi – Ponte Preta (B, 11º)
* Campeão da Libertadores de 2019
** Campeão da Copa do Brasil de 2019

As análises do blog sobre os balanços do NE
Balanço do Bahia em 2020 tem déficit de R$ 50 milhões e passivo recorde no Nordeste

Balanço do Ceará em 2020 registra o 6º superávit e mantém receita na pandemia

Balanço do Fortaleza em 2020 tem déficit de R$ 9 milhões e passivo subindo pela 6ª vez

Balanço do Sport em 2020 teve a 2ª menor receita da Série A e passivo de R$ 200 mi

Balanço do Vitória em 2020 tem superávit e forte aumento das dívidas de curto prazo

Balanço do Náutico em 2020 traz 10º déficit seguido e republicação de outros dois anos

Balanço do Santa Cruz em 2020 tem déficit de R$ 5 milhões e passivo acima de R$ 200 mi


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