Compartilhe!
  •  
  • 5
  •  
  •  

A evolução do patrimônio e da receita da FPF…

Pela 7ª vez em 8 anos nesta década, todos com Evandro Carvalho à frente, a Federação Pernambucana de Futebol terminou a temporada com superávit. O balanço da entidade termina seguidamente no azul desde 2013, num cenário completamento oposto aos seus filiados. Em 2018, ano marcado por mais uma reeleição do mandatário, o saldo foi de R$ 362 mil.

O que chama a atenção é que o resultado aconteceu mesmo com uma queda de 19% na receita operacional, que também havia caído no ano anterior. Nesta sequência, o faturamento caiu de R$ 8,5 milhões, o maior já registrado, para R$ 5,1 mi, o pior em seis anos. Por outro lado, o crédito da FPF junto aos clubes só faz crescer. Hoje, chega a R$ 9,2 milhões (haja empréstimo).

Saldo do exercício na FPF (R$)
2011: +898.500
2012: -89.573
2013: +1.834.817
2014: +1.306.002
2015: +1.478.674
2016: +2.302.010
2017: +279.246
2018: +362.906

Há um fator determinante para essa queda no “apurado”. O encerramento do “Todos com a Nota”, o subsídio estatal aos ingressos dos jogos, não foi plenamente superado, com as arquibancadas ficando esvaziadas – com alguns lampejos de boas campanhas, como o leão no Brasileirão de 2015 ou a dupla presença na elite de 2016 – fora o título regional dos corais.

Levando em conta todos os mandos do trio de ferro, a renda bruta anual caiu de R$ 25,1 milhões em 2014 para R$ 9,5 milhões em 2018, com média de 10 mil pessoas – disparado, o menor dado financeiro desde que passei a contabilizar este quadro, em 2013. E foi uma queda real, com quatro reduções consecutivas. Lembrando que a federação tem direito a 8% da renda bruta de todas as partidas locais. Em 2014, abocanhou R$ 2,0 milhões das apresentações de Náutico, Santa Cruz e Sport. Em 2018, a taxa rendeu R$ 763 mil.

Em relação ao campeonato estadual, a última edição até apontou uma melhora no público após três anos, mas o dado foi modesto, na casa de 3 mil espectadores, bem abaixo da época subsidiada pelo governo do estado, entre 1998 e 2015. E olhe que este número foi turbinado pela decisão, com 42 mil pessoas acompanhando a conquista do timbu na Arena. Daquela competição, com R$ 3,8 milhões de arrecadação, a FPF ficou com R$ 304 mil.

Bilheteria do Trio de Ferro (todas as competições)
2013 – R$ 23,8 milhões (95 jogos)
2014 – R$ 25,1 milhões (96 jogos)
2015 – R$ 21,4 milhões (90 jogos)
2016 – R$ 16,7 milhões (96 jogos)
2017 – R$ 12,5 milhões (100 jogos)
2018 – R$ 9,5 milhões (69 jogos)

Neste cenário todo, como a federação conseguiu registrar mais um superávit? Com mais um corte no pessoal. No balanço anterior, a folha administrativa foi reduzida em 25%, enxugando R$ 905 mil no ano. Agora, reduziu R$ 382 mil. Logo, em dois anos, o gasto administrativo (que não é o único, claro) caiu de R$ 2,57 mi para R$ 1,28 mi. Caiu pela metade. Ainda assim, a média mensal é superior à maioria das folhas dos times do interior que disputam a A1. A federação gastava além do necessário ou agora opera em “operação padrão”? O fato é que, projetando num prazo mais longo, o saldo positivo poderia ser ainda maior. Haja aspone.

Vale destacar que FPF também constrói a sua receita através das várias taxas cobradas, num verdadeiro “cartório do futebol”. Ao todo, são quase 70 serviços administrativos possíveis (e caros) – em 2018, o Centro Limoeirense, o primeiro time local a lançar o seu balanço oficial, utilizou 34% de sua receita com a inscrição de jogadores. Percentual superior aos salários!

O relatório da FPF, publicado no site oficial em 17 de abril, aponta o aumento no patrimônio líquido pela 6ª vez seguida, somando patrimônio social, o resultado acumulado e outros “resultados abrangentes” (não detalhados). Sobre o primeiro ponto, trata-se da imponente sede na Boa Vista, cujo valor foi congelado judicialmente durante vinte anos. Por decisão da própria federação, em 2014, já sob a gestão de Evandro Carvalho, o imóvel sofreu um ajuste do valor patrimonial, com a mutação presente no diagnóstico mais recente, com parecer da Ícone Contabilidade, Consultoria e Auditoria Eireli. No último exercício, o patrimônio teve um aumento de 2,3%, passando de 15,4 milhões para R$ 15.857.469.

Receita operacional da FPF
2011 – R$ 3.142.280
2012 – R$ 4.834.087 (+1.691.807)
2013 – R$ 6.282.441 (+1.448.354)
2014 – R$ 6.000.765 (-281.676)
2015 – R$ 6.436.876 (+436.111)
2016 – R$ 8.503.245 (+2.066.369)
2017 – R$ 6.313.330 (-2.189.915)
2018 – R$ 5.108.733 (-1.204.597)

Patrimônio líquido da FPF
2011 – R$ 3.757.389
2012 – R$ 3.667.816 (-89.573)
2013 – R$ 5.118.691 (+1.450.875)
2014 – R$ 11.532.063 (+6.413.372)
2015 – R$ 12.913.307 (+1.381.244)
2016 – R$ 15.215.317 (+2.302.010)
2017 – R$ 15.494.563 (+279.246)
2018 – R$ 15.857.469 (+362.906)

Confira a íntegra do balanço oficial da FPF clicando aqui.

Leia mais sobre o assunto
Entrevista – O foco de Evandro Carvalho para o mandato na FPF de 2019 a 2022

Evandro Carvalho e o desejo quase escancarado de assumir a CBF. Em 2023?

O 1º balanço financeiro publicado em 2019, com R$ 91 mil de receita no Centro


Compartilhe!
  •  
  • 5
  •  
  •